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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

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    “ O MASOQUISMO E O SADISMO DE CADA UM “


Masoquismo, termo largamente usado e popularizado, originou-se do nome do conde austríaco Leopoldo Sacher Von Masoch, que viveu entre os anos de 1836 e 1895. Ele escreveu diversas novelas cujos personagens se envolviam com prazeres associados à flagelação. Usualmente empregado no cotidiano, este termo perdeu a sua conotação original patológica para se constituir numa forma irônica de pequenas agressões físicas e/ou morais. Entretanto, na clínica, essa aberração continua sendo enfocada e tratada como uma anomalia psíquica. Aliás, nestas últimas décadas, as palavras que designavam patologias e, principalmente, anomalias cérebros-mentais, foram e estão sendo substituídas por termos mais “light”; como: deficiente auditivo, deficiente visual, cadeirante, etc., ao invés de surdo, cego, paralítico, etc.

O deficiente cérebro-mental, por exemplo, ganhou o sugestivo nome de “excepcional”; o que não deixa de ser estranho, tendo em vista que “excepcional” é sinônimo de “extraordinário”, de “muito bom”, de “excelência”, etc. O que não é o caso, pois qualquer deficiência não é nada agradável para quem a tem. Esta nova rotulação tem a finalidade de proteger, à distância, a imagem da pessoa, bem como a sua auto-estima; apesar de que pode, também, provocar uma acomodação em seu possuidor. Voltando ao tema Masoquismo, caracteriza-se ele, pela compulsão ao sofrimento. Isto é, o indivíduo é levado, involuntariamente, à busca do próprio sofrimento físico e/ou mental.

Normalmente, no ambiente terapêutico, quando o analista identifica em seu paciente o comportamento masoquista e o interpreta para ele; este se espanta, afirmando que não é “louco” para procurar o próprio sofrer. De fato, seria autêntica “loucura” alguém, deliberadamente, criar prejuízos para si. É claro que uma pessoa masoquista age inconscientemente e, na maioria das vezes, sem qualquer controle voluntário (consciente). Quando a mente consciente ( o Consciente ) fica alheia ao comportamento, seja por disfunções mentais,transtornos neurológicos e cerebrais ou por ação de drogas; este mesmo comportamento se manifesta de forma compulsiva e quase sempre negativa para quem o pratica e para os outros. É digno de espanto descobrir-se que muitos sofrimentos, prejuízos físicos, morais e materiais, são provocados pela própria pessoa.

Muitos transtornos da vida moderna são decorrentes desse tipo de perversão da mente enferma e as famílias sofrem grandes danos materiais e psicobiológicos com ele. O masoquismo é pouco notado porque não são analisadas, com profundidade, as origens dos dissabores que eles nos afligem no dia-a-dia. No trato diário com patologias diversas, verificam-se casos em que o masoquismo é o centro de vários distúrbios familiares, como nos casos que relataremos abaixo, para melhor exemplificar as formas do sofrimento masoquista:

-Uma mãe de 52 anos, estava preocupando os seus filhos, com o seu comportamento tristonho e pelo descuido de sua pessoa. Seus gestos traduziam uma grande desvalorização por sua imagem e por seu corpo. Evitava qualquer oportunidade para se divertir, procurando fazer tudo sozinha, recusando a ajuda dos filhos, implicando com as empregadas que lhe arranjavam para lhe ajudarem nos afazeres domésticos. Criou serviços estafantes e desnecessários, tornou-se perfeccionista, quando repetia muitas vezes o mesmo trabalho, alegando que não ficara bem feito. Fazia questão de fazer sozinha os trabalhos de casa, alegando que  “ninguém sabia fazer igual a ela”; ainda mais que nenhuma empregada permanecia por muito tempo em sua companhia, devido as suas “implicâncias”.

Trabalhava exaustivamente em casa, realizando tarefas pesadas e cansativas, como lavar o chão, limpar, repetidamente, os móveis e varrer a casa com freqüência, além da comida e outras coisas cansativas; apesar de os filhos a repreenderem por isso. Em nada adiantava as súplicas familiares; ela continuava executando mais e mais tarefas no lar. Cortava-se com freqüência na cozinha e machucava-se com facilidade nos seus excessivos cuidados domésticos. Isto era bastante suspeito, pois, quando ia para a casa de outras pessoas, comportava-se de forma oposta, cuidando e zelando por sua saúde e por seu bem-estar. Isto ficou evidente, quando da vez que passou alguns dias na casa de uma amiga. Ausente do seu lar, ela não se machucou, embora tivesse ajudado a amiga na cozinha e em algumas tarefas caseiras. Nesses dias de ausência do lar, foi mais comunicativa e alegre, em nada se parecendo com o seu comportamento sofrido, quando em sua própria casa. Enquanto permaneceu fora de casa, comportou-se ela como outra pessoa. 

A senhora X (vamos chamá-la assim) estava se martirizando, de forma masoquista, a fim de aplacar enorme sentimento de culpa por ter um filho deficiente. Inconscientemente ela estava se punindo por não ter sido capaz de gerar todos os seus filhos normais. O seu masoquismo começou quando esse filho cresceu e se mostrou incapaz de uma vida normal, sem os cuidados dos pais. Dessa forma,  sentia-se culpada pelo comprometimento do futuro desse filho. O seu masoquismo, levando-a ao sofrimento, é uma tentativa de sua mente inconsciente para compensar essa “culpa”. Ela estava “se fazendo de vítima”, como popularmente se diz. Mas, na verdade, essa mãe não queria ser vítima; assim como ninguém deseja! Este é o grande engano das pessoas que julgam esse comportamento, como uma mera “chantagem” emocional. O que lhe acontece é o fato de ter sido programada por seu Inconsciente para sofrer, por força das circunstâncias alheias a sua vontade; isto é, não sabe o que faz. É preciso observar que, quando  uma pessoa “se faz de vítima”, quase sempre está se sentindo rejeitada, com sentimento de culpa e afetivamente carente.

-Uma moça, de 26 anos, sentia-se feliz até essa idade, conforme nos afirmou, quando no início da terapia. Recentemente, após um aborto para se livrar de um filho indesejável, passou a apresentar crises depressivas, num estilo de vida onde a tônica era o seu próprio sofrimento. Dizia que tudo que fazia “dava zebra”. Até as companhias masculinas que antes lhe davam muito prazer, agora lhe acarretavam problemas de toda ordem. Magra, abatida e muito ansiosa, queria saber por que o seu comportamento atual era tão desastroso. A paciente fora criada numa família religiosa, onde o aborto é considerado um grave pecado. Ela estava, agora, sendo perseguida por seu Inconsciente religioso que, implacavelmente, exigia-lhe a devida punição e purgação.

-Uma senhora de 58 anos, tornara-se tristonha e retraída após tomar conhecimento que o casamento de sua filha mais nova estava se deteriorando. Através da sua anamnese, soubemos que a referida filha não queria se casar com o seu atual marido porque gostava de outro. Como este outro era de pouco recurso material, sua família a pressionou a desistir dele e casar-se com o atual esposo; tendo sido  a sua mãe quem lhe fez a maior pressão para acabar com o namoro com aquele de quem a filha mais gostava. Ao saber que o marido maltratava a filha, ela passou a ter um comportamento auto-agressivo, não poupando sacrifícios e se recusando a qualquer ajuda, inclusive negando-se a procurar tratamento quando adoecia. O que acontecia com aquela senhora que antes era cheia de vida e alegria?

Com o seu Inconsciente culpando-a pelo insucesso conjugal da filha, procurava se punir (inconscientemente) para se redimir  de “tão grande erro”, quando forçou o casamento que fracassara, infelicitando a filha querida.É claro que esses comportamentos masoquistas não resolvem  problemas, porque se trata de uma defesa neurótica; isto é,um modo de agir impulsionado pelo Inconsciente cerebro-mental. Não resolvem porque o comportamento normal e adequado à vida são aqueles originados, planejados e impulsionados pelo Consciente cerebral-mental, que é a instância detentora da Razão, do Equilíbrio e do Bom-senso. É o Consciente que nos proporciona o comportamento que nos distingue dos animais inferiores; enquanto que o Inconsciente é o responsável pela fisiologia e  modo de agir dos irracionais. Por serem governados por seus Inconscientes é que não vemos bichos dando aulas, fazendo cirurgias, pesquisando remédios para as nossas doenças (e a deles),proferindo palestras em Universidades,etc. Qualquer atividade ou comportamento que não se origine do Consciente; poderá acarretar conseqüências negativas ao sujeito e à Sociedade. Não é isto que estamos vendo nas Sociedades Mundiais? O crime, a agressividade, as doenças e toda espécie de violência que assistimos os humanos cometer, diariamente, contra si e ao seu Meio ambiente? O masoquismo tem ligações com os desvios sexuais, com sentimentos de culpa, assim como pode se originar do hábito de sofrer. Vamos explicar melhor sobre esta última causa.

Uma pessoa que passou ou passa por sofrimentos marcantes em sua vida; acostuma-se à “má-sorte” e passa a crer que o infortúnio lhe é inevitável. Assim, ela se subestima, desvalorizando a própria imagem que todos nós idealizamos. É claro que, se uma pessoa é vítima de constantes adversidades ( o que pode ocorrer a qualquer um), tal pessoa pode imaginar que não é digna de viver,principalmente quando se compara com outras mais afortunadas. Quando o amor próprio é perdido, a pessoa se sente inferiorizada e os seus valores mais caros são rebaixados. Neste caso, é acertado pensar-se que ela, nessas circunstâncias, tenderá mais a valorizar o sofrimento do que o prazer, caracterizando o quadro masoquista. Qualquer comportamento repetitivo que resulte em prejuízos para quem o pratique, deve ser visto como uma forma de masoquismo.. Vê-se isto, entre os viciados no fumo, na bebida e outras drogas.

Nestes casos o viciado, embora conheça e sinta os efeitos negativos de seus hábitos, permanece entregue a eles, como se lhe existisse uma programação interna que o compele à ruína física, moral e mental. E, em nada resulta falar-lhe dos males futuros, nem tampouco esconder-lhe as drogas ou ameaçá-lo; pois ele dará um jeito para consegui-la. Todo processo compulsivo é inconsciente para o indivíduo; pois é inadmissível que alguém queira, conscientemente, a sua própria destruição psico-bio-social. Devemos cuidar de pessoas que, constantemente, estejam machucadas, feridas, dizendo-se “sem sorte”, repetindo atos nocivos, sendo enganadas por outrem, etc. É provável que estejam se punindo, inconscientemente. Neste caso, deve-se analisar a vida pregressa de tais pessoas, a fim de se procurar alguma forte frustração ou necessidade de “reparar” por algo “grave” cometido. O masoquismo quando se origina com a finalidade de aplacar sentimento de culpa, faz com que o inconsciente se utilize de outras pessoas para concretizar seus desejos de autopunição.

O masoquista costuma “fabricar” o seu próprio algoz, que é o Sádico. Este, normalmente, é uma pessoa que com ele convive e, principalmente, do sexo oposto. Isto, porque o homem é mais propenso ao sadismo e, a mulher, ao masoquismo. Contudo, com a inversão dos papéis e dos valores nos dias atuais, este quadro está se invertendo, estando a mulher se igualando ao homem em mais um dos distúrbios que era típico do masculino. Essas aberrações mentais são frutos da educação e/ou disfunções cérebros-mentais; onde a mulher é (era) treinada para a meiguice e afetividade; enquanto o homem era (e é) educado para a agressividade e a competição. Entretanto, com a nova “pedagogia liberal”, as mulheres estão sendo condicionadas à violência, à agressividade e a competição animalesca com os homens que mantinham a  dianteira nas doenças mentais e psicossomáticas. Tudo indica que logo estaremos em “pé de igualdade” com toda  degradação e anomalias, dantes reservadas aos primatas hominídeos.

A verdade é que antes os homens sofriam mais que as mulheres de enfermidades psicossomáticas, justamente pela violência e competição abestadas a que eram submetidos. Hoje, podemos estimar que  haja muita igualdade entre ambos; até nas doenças ! Quando se fala em masoquismo, outra afecção mental merece ser destacada; pois está ela em íntima relação com ele: é o Sadismo.   O nome deste distúrbio nasceu do comportamento doentio do Marquês de Sade (1740-1814) que costumava criar enredos teatrais nos quais os protagonistas eram maltratados com requintes de perversidade. Assim como no masoquismo, o sadismo pode ter origem na infância, no comprometimento do desenvolvimento psicossexual, propiciando a formação de aberrações sexuais na vida adulta, quando o desejo mórbido de ser maltratado (masoquismo) e o de maltratar (sadismo) são pré-requisitos para a gratificação, principalmente a satisfação sexual. Como no masoquismo, o sadismo pode se originar, também, de hábitos constantes e repetitivos, como: de vingança, de humilhar e de explorar os outros. Particularmente, acreditamos que o hábito é o maior gerador do elevado número de pessoas sádicas. Vamos, mais uma vez, nos valer de exemplos de casos clínicos, a fim de melhor entendermos esse tipo de aberração mental.

-Um homem, de aproximadamente 41 anos, implica constantemente com a esposa, causando transtornos em seu lar. Recentemente espancou a mulher, culminando com este gesto, numa, quase, separação do casal. Criaram um círculo vicioso de conflitos, onde o sofrimento passou a fazer parte da vida cotidiana dos mesmos. O marido, sem qualquer motivo aparente, a agredia. Ela, ao ser ofendida, ameaçava-o com a separação. O marido(que gostava muito dela) recuava por algum tempo e logo voltava às agressões, fazendo a esposa voltar a lhe ameaçar com a separação e ele ficava “manso” outra vez. Ao se analisar o histórico de vida de cada cônjuge, verificamos o seguinte: o marido viera de uma família onde os homens costumavam se agredir e agredirem as esposas. Enquanto a sua esposa foi criada no seio de uma família onde as mulheres costumavam se submeter às agressões de seus maridos. Nesses ambientes sem amor (quem ama não submete e nem se submete) e desestruturados, o casal em questão, acostumara-se com a dominação masculina e à submissão feminina. Daí resultou o masoquismo dela e o sadismo dele. Eles foram vítimas dos seus  hábitos familiares negativos.

-Outro exemplo de sadismo, mostra-nos como essa anomalia mental serviu para compensar um sentimento de culpa e a sua necessidade de “reparação”. O caso passou-se com uma jovem senhora, filha única, que ao se casar deixou sua mãe, viúva, morando sozinha. O seu casamento foi motivo de muito sofrimento para a mãe, a quem muito se apegava. Essa mãe fez o possível (inconscientemente) para a filha não se casar, a fim de continuar gozando de sua presença e companhia. Após sair da casa materna, aquela jovem senhora teve uma rápida felicidade conjugal, pois foi atormentada por forte sentimento de culpa quando via o semblante depressivo de sua mãe e ao ouvir de parentes e amigos que a sua mãe estava abandonada e sempre tristonha. A partir daí, a paciente ( a filha) passou a implicar com o seu esposo e por qualquer motivo o agredia. Este, por sua vez, que antes era muito paciente e pacífico, com pouco tempo tornou-se agressivo com ela. No decorrer de alguns meses o clima ficou tenso em sua casa e a esposa decidiu separar-se dele e voltar para a casa materna. A mãe muito se alegrou com a decisão de separação e com o seu retorno à sua companhia. 

Cumpriram-se, assim, as duas programações dos inconscientes mentais da mãe e da filha. A rapidez da separação conjugal (solicitada por ela); o sentimento de culpa por ter deixado a mãe “abandonada”; a lembrança constante do semblante sofrido dela e outros fatores; fizeram com que na jovem esposa “despertasse” o masoquismo (que todos nós temos um pouco) e o sadismo (que todos nós temos um pouco) no seu ex-esposo. É evidente que todos esses acontecimentos vêm de vetores inconscientes para todas as pessoas envolvidas nesses casos. Todas elas foram “vítimas” de seus Inconscientes cérebros-mentais..

É importante sabermos que o masoquismo e o sadismo podem se mesclar numa mesma pessoa, já que são patologias afins, constituindo-se no quadro chamado Sadomasoquista, conhecido por muitos. Raramente um masoquista não se comporta, também, como sádico;  e, este, como masoquista. Sobre o sadomasoquismo, recentemente tivemos a oportunidade de avaliar a sua força destrutiva, quando analisamos os fatores alienantes de uma família que veio à terapia. O exemplo abaixo dá-nos uma idéia real da inter-relação dessas patologias mentais que vitima inúmeras famílias, inclusive... a nossa!

-Homem de 25 anos, procurou tratamento psicoterápico a fim de livrar-se de sua dependência à bebida alcoólica. Durante a análise, quando se focalizou as relações interfamiliáres, verificou-se forte vinculação sadomasoquista, envolvendo, principalmente os seus pais. Estes estão casados há 28 anos, com atritos constantes entre si e com os filhos. Não há lembrança de afetividade entre eles. A mãe, encontrava-se abatida, queixando-se  de doenças e do “trabalho” que o marido e os filhos lhe dão. Faz questão de dizer que “pode morrer a qualquer hora”, de tantas preocupações e afazeres com a família. O pai demonstra apatia e submissão, diante da situação familiar, alegando que não podia fazer nada. Para continuar suportando a sua cruel realidade ele se embriaga com freqüência. Durante muitos anos a mãe assumiu a postura dominante e o esposo, a de submissão.

Apesar do Grande sofrimento de todos, havia “lucro” inconsciente para eles, naquele modelo patológico de ambiente familiar. A esposa, apesar de reclamar que tinha de cuidar de tudo, tornou-se conhecida pelos familiares e amigos como uma “mulher forte”, “dinâmica”,”protetora” e de “iniciativa”. Estes adjetivos lhe deram vaidade e amor-próprio, saciando o seu Ego (Consciente). O marido criou fama de desligado, irresponsável e incapaz; mas, ficou livre de ter de tomar atitudes, iniciativas e de realizar tarefas domésticas. Ele sofria muito com as acusações e críticas da mulher de muitos que o conheciam. Por isso se tornou masoquista pela ação sádica da esposa e dos que o criticavam. A mulher, ao maltratar o esposo, funcionava como sádica. Entretanto, quando começou a perceber que fazia o esposo sofrer ( e os seus filhos ), tornou-se também masoquista. Desta forma, ora atuava como sádica; ora, como masoquista. Estabeleceu-se  no grupo familiar o quadro sadomasoquista. O carrasco e a sua vítima e o torturado com o seu algoz, com o tempo, o costume e a prática; tornam-se faces da mesma moeda.

Finalmente, o que caracteriza o masoquismo e o sadismo, não é somente o sofrer e nem o fazer sofrer; mas, sim, a compulsão ao sofrimento e ao fazer sofrer, respectivamente. Caso não houvesse essa compulsão ( que é um impulso incontrolável que vem do Inconsciente) determinante, teríamos de admitir que todas as pessoas seriam sádicas e masoquistas (embora isto possa ser verdade em níveis não patológicos), considerando que no mundo atual todos sofrem e todos causam sofrimento, devido as próprias circunstâncias da vida moderna.

Não devemos nos admirar, quando deparamos com tanta violência e sofrimento que já se tornaram rotina no nosso dia-a-dia.

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Nota: este trabalho foi escrito em dezembro de 1985. Como os hábitos, costumes e comportamentos negativos se acentuaram, o autor resolveu publicá-lo, novamente, após algumas atualizações.

Belo Horizonte, 7 de dezembro de 1985
São Paulo, 10 de fevereiro de 2011.


CARLEIAL. Bernardino Mendonça.



Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;
Estudante de Direito da Universidade Estácio de Sá-BH;
Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.        


sábado, 12 de fevereiro de 2011

" O MASOQUISMO E O SADISMO DE CADA UM "



    “ O MASOQUISMO E O SADISMO DE CADA UM”


Masoquismo, termo largamente usado e popularizado, originou-se do nome do conde austríaco Leopoldo Sacher Von Masoch, que viveu entre os anos de 1836 e 1895. Ele escreveu diversas novelas cujos personagens se envolviam com prazeres associados à flagelação. Usualmente empregado no cotidiano, este termo perdeu a sua conotação original patológica para se constituir numa forma irônica de pequenas agressões físicas e/ou morais. Entretanto, na clínica, essa aberração continua sendo enfocada e tratada como uma anomalia psíquica. Aliás, nestas últimas décadas, as palavras que designavam patologias e, principalmente, anomalias cérebros-mentais, foram e estão sendo substituídas por termos mais “light”; como: deficiente auditivo, deficiente visual, cadeirante, etc., ao invés de surdo, cego, paralítico, etc.

O deficiente cérebro-mental, por exemplo, ganhou o sugestivo nome de “excepcional”; o que não deixa de ser estranho, tendo em vista que “excepcional” é sinônimo de “extraordinário”, de “muito bom”, de “excelência”, etc. O que não é o caso, pois qualquer deficiência não é nada agradável para quem a tem. Esta nova rotulação tem a finalidade de proteger, à distância, a imagem da pessoa, bem como a sua auto-estima; apesar de que pode, também, provocar uma acomodação em seu possuidor. Voltando ao tema Masoquismo, caracteriza-se ele, pela compulsão ao sofrimento. Isto é, o indivíduo é levado, involuntariamente, à busca do próprio sofrimento físico e/ou mental.

Normalmente, no ambiente terapêutico, quando o analista identifica em seu paciente o comportamento masoquista e o interpreta para ele; este se espanta, afirmando que não é “louco” para procurar o próprio sofrer. De fato, seria autêntica “loucura” alguém, deliberadamente, criar prejuízos para si. É claro que uma pessoa masoquista age inconscientemente e, na maioria das vezes, sem qualquer controle voluntário (consciente). Quando a mente consciente ( o Consciente ) fica alheia ao comportamento, seja por disfunções mentais,transtornos neurológicos e cerebrais ou por ação de drogas; este mesmo comportamento se manifesta de forma compulsiva e quase sempre negativa para quem o pratica e para os outros. É digno de espanto descobrir-se que muitos sofrimentos, prejuízos físicos, morais e materiais, são provocados pela própria pessoa.

Muitos transtornos da vida moderna são decorrentes desse tipo de perversão da mente enferma e as famílias sofrem grandes danos materiais e psicobiológicos com ele. O masoquismo é pouco notado porque não são analisadas, com profundidade, as origens dos dissabores que eles nos afligem no dia-a-dia. No trato diário com patologias diversas, verificam-se casos em que o masoquismo é o centro de vários distúrbios familiares, como nos casos que relataremos abaixo, para melhor exemplificar as formas do sofrimento masoquista:

-Uma mãe de 52 anos, estava preocupando os seus filhos, com o seu comportamento tristonho e pelo descuido de sua pessoa. Seus gestos traduziam uma grande desvalorização por sua imagem e por seu corpo. Evitava qualquer oportunidade para se divertir, procurando fazer tudo sozinha, recusando a ajuda dos filhos, implicando com as empregadas que lhe arranjavam para lhe ajudarem nos afazeres domésticos. Criou serviços estafantes e desnecessários, tornou-se perfeccionista, quando repetia muitas vezes o mesmo trabalho, alegando que não ficara bem feito. Fazia questão de fazer sozinha os trabalhos de casa, alegando que  “ninguém sabia fazer igual a ela”; ainda mais que nenhuma empregada permanecia por muito tempo em sua companhia, devido as suas “implicâncias”.

Trabalhava exaustivamente em casa, realizando tarefas pesadas e cansativas, como lavar o chão, limpar, repetidamente, os móveis e varrer a casa com freqüência, além da comida e outras coisas cansativas; apesar de os filhos a repreenderem por isso. Em nada adiantava as súplicas familiares; ela continuava executando mais e mais tarefas no lar. Cortava-se com freqüência na cozinha e machucava-se com facilidade nos seus excessivos cuidados domésticos. Isto era bastante suspeito, pois, quando ia para a casa de outras pessoas, comportava-se de forma oposta, cuidando e zelando por sua saúde e por seu bem-estar. Isto ficou evidente, quando da vez que passou alguns dias na casa de uma amiga. Ausente do seu lar, ela não se machucou, embora tivesse ajudado a amiga na cozinha e em algumas tarefas caseiras. Nesses dias de ausência do lar, foi mais comunicativa e alegre, em nada se parecendo com o seu comportamento sofrido, quando em sua própria casa. Enquanto permaneceu fora de casa, comportou-se ela como outra pessoa. 

A senhora X (vamos chamá-la assim) estava se martirizando, de forma masoquista, a fim de aplacar enorme sentimento de culpa por ter um filho deficiente. Inconscientemente ela estava se punindo por não ter sido capaz de gerar todos os seus filhos normais. O seu masoquismo começou quando esse filho cresceu e se mostrou incapaz de uma vida normal, sem os cuidados dos pais. Dessa forma,  sentia-se culpada pelo comprometimento do futuro desse filho. O seu masoquismo, levando-a ao sofrimento, é uma tentativa de sua mente inconsciente para compensar essa “culpa”. Ela estava “se fazendo de vítima”, como popularmente se diz. Mas, na verdade, essa mãe não queria ser vítima; assim como ninguém deseja! Este é o grande engano das pessoas que julgam esse comportamento, como uma mera “chantagem” emocional. O que lhe acontece é o fato de ter sido programada por seu Inconsciente para sofrer, por força das circunstâncias alheias a sua vontade; isto é, não sabe o que faz. É preciso observar que, quando  uma pessoa “se faz de vítima”, quase sempre está se sentindo rejeitada, com sentimento de culpa e afetivamente carente.

-Uma moça, de 26 anos, sentia-se feliz até essa idade, conforme nos afirmou, quando no início da terapia. Recentemente, após um aborto para se livrar de um filho indesejável, passou a apresentar crises depressivas, num estilo de vida onde a tônica era o seu próprio sofrimento. Dizia que tudo que fazia “dava zebra”. Até as companhias masculinas que antes lhe davam muito prazer, agora lhe acarretavam problemas de toda ordem. Magra, abatida e muito ansiosa, queria saber por que o seu comportamento atual era tão desastroso. A paciente fora criada numa família religiosa, onde o aborto é considerado um grave pecado. Ela estava, agora, sendo perseguida por seu Inconsciente religioso que, implacavelmente, exigia-lhe a devida punição e purgação.

-Uma senhora de 58 anos, tornara-se tristonha e retraída após tomar conhecimento que o casamento de sua filha mais nova estava se deteriorando. Através da sua anamnese, soubemos que a referida filha não queria se casar com o seu atual marido porque gostava de outro. Como este outro era de pouco recurso material, sua família a pressionou a desistir dele e casar-se com o atual esposo; tendo sido  a sua mãe quem lhe fez a maior pressão para acabar com o namoro com aquele de quem a filha mais gostava. Ao saber que o marido maltratava a filha, ela passou a ter um comportamento auto-agressivo, não poupando sacrifícios e se recusando a qualquer ajuda, inclusive negando-se a procurar tratamento quando adoecia. O que acontecia com aquela senhora que antes era cheia de vida e alegria? Com o seu Inconsciente culpando-a pelo insucesso conjugal da filha, procurava se punir (inconscientemente) para se redimir  de “tão grande erro”, quando forçou o casamento que fracassara, infelicitando a filha querida.É claro que esses comportamentos masoquistas não resolvem  problemas, porque se trata de uma defesa neurótica; isto é,um modo de agir impulsionado pelo Inconsciente cerebro-mental. Não resolvem porque o comportamento normal e adequado à vida são aqueles originados, planejados e impulsionados pelo Consciente cerebral-mental, que é a instância detentora da Razão, do Equilíbrio e do Bom-senso. É o Consciente que nos proporciona o comportamento que nos distingue dos animais inferiores; enquanto que o Inconsciente é o responsável pela fisiologia e  modo de agir dos irracionais. Por serem governados por seus Inconscientes é que não vemos bichos dando aulas, fazendo cirurgias, pesquisando remédios para as nossas doenças (e a deles),proferindo palestras em Universidades,etc. Qualquer atividade ou comportamento que não se origine do Consciente; poderá acarretar conseqüências negativas ao sujeito e à Sociedade. Não é isto que estamos vendo nas Sociedades Mundiais? O crime, a agressividade, as doenças e toda espécie de violência que assistimos os humanos cometer, diariamente, contra si e ao seu Meio ambiente? O masoquismo tem ligações com os desvios sexuais, com sentimentos de culpa, assim como pode se originar do hábito de sofrer. Vamos explicar melhor sobre esta última causa.

Uma pessoa que passou ou passa por sofrimentos marcantes em sua vida; acostuma-se à “má-sorte” e passa a crer que o infortúnio lhe é inevitável. Assim, ela se subestima, desvalorizando a própria imagem que todos nós idealizamos. É claro que, se uma pessoa é vítima de constantes adversidades ( o que pode ocorrer a qualquer um), tal pessoa pode imaginar que não é digna de viver,principalmente quando se compara com outras mais afortunadas. Quando o amor próprio é perdido, a pessoa se sente inferiorizada e os seus valores mais caros são rebaixados. Neste caso, é acertado pensar-se que ela, nessas circunstâncias, tenderá mais a valorizar o sofrimento do que o prazer, caracterizando o quadro masoquista. Qualquer comportamento repetitivo que resulte em prejuízos para quem o pratique, deve ser visto como uma forma de masoquismo.. Vê-se isto, entre os viciados no fumo, na bebida e outras drogas.

Nestes casos o viciado, embora conheça e sinta os efeitos negativos de seus hábitos, permanece entregue a eles, como se lhe existisse uma programação interna que o compele à ruína física, moral e mental. E, em nada resulta falar-lhe dos males futuros, nem tampouco esconder-lhe as drogas ou ameaçá-lo; pois ele dará um jeito para consegui-la. Todo processo compulsivo é inconsciente para o indivíduo; pois é inadmissível que alguém queira, conscientemente, a sua própria destruição psico-bio-social. Devemos cuidar de pessoas que, constantemente, estejam machucadas, feridas, dizendo-se “sem sorte”, repetindo atos nocivos, sendo enganadas por outrem, etc. É provável que estejam se punindo, inconscientemente. Neste caso, deve-se analisar a vida pregressa de tais pessoas, a fim de se procurar alguma forte frustração ou necessidade de “reparar” por algo “grave” cometido. O masoquismo quando se origina com a finalidade de aplacar sentimento de culpa, faz com que o inconsciente se utilize de outras pessoas para concretizar seus desejos de autopunição.

O masoquista costuma “fabricar” o seu próprio algoz, que é o Sádico. Este, normalmente, é uma pessoa que com ele convive e, principalmente, do sexo oposto. Isto, porque o homem é mais propenso ao sadismo e, a mulher, ao masoquismo. Contudo, com a inversão dos papéis e dos valores nos dias atuais, este quadro está se invertendo, estando a mulher se igualando ao homem em mais um dos distúrbios que era típico do masculino. Essas aberrações mentais são frutos da educação e/ou disfunções cérebros-mentais; onde a mulher é (era) treinada para a meiguice e afetividade; enquanto o homem era (e é) educado para a agressividade e a competição. Entretanto, com a nova “pedagogia liberal”, as mulheres estão sendo condicionadas à violência, à agressividade e a competição animalesca com os homens que mantinham a  dianteira nas doenças mentais e psicossomáticas. Tudo indica que logo estaremos em “pé de igualdade” com toda  degradação e anomalias, dantes reservadas aos primatas hominídeos.

A verdade é que antes os homens sofriam mais que as mulheres de enfermidades psicossomáticas, justamente pela violência e competição abestadas a que eram submetidos. Hoje, podemos estimar que  haja muita igualdade entre ambos; até nas doenças ! Quando se fala em masoquismo, outra afecção mental merece ser destacada; pois está ela em íntima relação com ele: é o Sadismo.   O nome deste distúrbio nasceu do comportamento doentio do Marquês de Sade (1740-1814) que costumava criar enredos teatrais nos quais os protagonistas eram maltratados com requintes de perversidade. Assim como no masoquismo, o sadismo pode ter origem na infância, no comprometimento do desenvolvimento psicossexual, propiciando a formação de aberrações sexuais na vida adulta, quando o desejo mórbido de ser maltratado (masoquismo) e o de maltratar (sadismo) são pré-requisitos para a gratificação, principalmente a satisfação sexual. Como no masoquismo, o sadismo pode se originar, também, de hábitos constantes e repetitivos, como: de vingança, de humilhar e de explorar os outros. Particularmente, acreditamos que o hábito é o maior gerador do elevado número de pessoas sádicas. Vamos, mais uma vez, nos valer de exemplos de casos clínicos, a fim de melhor entendermos esse tipo de aberração mental.

-Um homem, de aproximadamente 41 anos, implica constantemente com a esposa, causando transtornos em seu lar. Recentemente espancou a mulher, culminando com este gesto, numa, quase, separação do casal. Criaram um círculo vicioso de conflitos, onde o sofrimento passou a fazer parte da vida cotidiana dos mesmos. O marido, sem qualquer motivo aparente, a agredia. Ela, ao ser ofendida, ameaçava-o com a separação. O marido(que gostava muito dela) recuava por algum tempo e logo voltava às agressões, fazendo a esposa voltar a lhe ameaçar com a separação e ele ficava “manso” outra vez. Ao se analisar o histórico de vida de cada cônjuge, verificamos o seguinte: o marido viera de uma família onde os homens costumavam se agredir e agredirem as esposas. Enquanto a sua esposa foi criada no seio de uma família onde as mulheres costumavam se submeter às agressões de seus maridos. Nesses ambientes sem amor (quem ama não submete e nem se submete) e desestruturados, o casal em questão, acostumara-se com a dominação masculina e à submissão feminina. Daí resultou o masoquismo dela e o sadismo dele. Eles foram vítimas dos seus  hábitos familiares negativos.

-Outro exemplo de sadismo, mostra-nos como essa anomalia mental serviu para compensar um sentimento de culpa e a sua necessidade de “reparação”. O caso passou-se com uma jovem senhora, filha única, que ao se casar deixou sua mãe, viúva, morando sozinha. O seu casamento foi motivo de muito sofrimento para a mãe, a quem muito se apegava. Essa mãe fez o possível (inconscientemente) para a filha não se casar, a fim de continuar gozando de sua presença e companhia. Após sair da casa materna, aquela jovem senhora teve uma rápida felicidade conjugal, pois foi atormentada por forte sentimento de culpa quando via o semblante depressivo de sua mãe e ao ouvir de parentes e amigos que a sua mãe estava abandonada e sempre tristonha. A partir daí, a paciente ( a filha) passou a implicar com o seu esposo e por qualquer motivo o agredia. Este, por sua vez, que antes era muito paciente e pacífico, com pouco tempo tornou-se agressivo com ela. No decorrer de alguns meses o clima ficou tenso em sua casa e a esposa decidiu separar-se dele e voltar para a casa materna. A mãe muito se alegrou com a decisão de separação e com o seu retorno à sua companhia. 

Cumpriram-se, assim, as duas programações dos inconscientes mentais da mãe e da filha. A rapidez da separação conjugal (solicitada por ela); o sentimento de culpa por ter deixado a mãe “abandonada”; a lembrança constante do semblante sofrido dela e outros fatores; fizeram com que na jovem esposa “despertasse” o masoquismo (que todos nós temos um pouco) e o sadismo (que todos nós temos um pouco) no seu ex-esposo. É evidente que todos esses acontecimentos vêm de vetores inconscientes para todas as pessoas envolvidas nesses casos. Todas elas foram “vítimas” de seus Inconscientes cérebros-mentais..

É importante sabermos que o masoquismo e o sadismo podem se mesclar numa mesma pessoa, já que são patologias afins, constituindo-se no quadro chamado Sadomasoquista , conhecido por muitos. Raramente um masoquista não se comporta, também, como sádico;  e, este, como masoquista. Sobre o sadomasoquismo, recentemente tivemos a oportunidade de avaliar a sua força destrutiva, quando analisamos os fatores alienantes de uma família que veio à terapia. O exemplo abaixo dá-nos uma idéia real da inter-relação dessas patologias mentais que vitima inúmeras famílias, inclusive... a nossa!

-Homem de 25 anos, procurou tratamento psicoterápico a fim de livrar-se de sua dependência à bebida alcoólica. Durante a análise, quando se focalizou as relações interfamiliáres, verificou-se forte vinculação sadomasoquista, envolvendo, principalmente os seus pais. Estes estão casados há 28 anos, com atritos constantes entre si e com os filhos. Não há lembrança de afetividade entre eles. A mãe, encontrava-se abatida, queixando-se  de doenças e do “trabalho” que o marido e os filhos lhe dão. Faz questão de dizer que “pode morrer a qualquer hora”, de tantas preocupações e afazeres com a família. O pai demonstra apatia e submissão, diante da situação familiar, alegando que não podia fazer nada. Para continuar suportando a sua cruel realidade ele se embriaga com freqüência. Durante muitos anos a mãe assumiu a postura dominante e o esposo, a de submissão.

Apesar do Grande sofrimento de todos, havia “lucro” inconsciente para eles, naquele modelo patológico de ambiente familiar. A esposa, apesar de reclamar que tinha de cuidar de tudo, tornou-se conhecida pelos familiares e amigos como uma “mulher forte”, “dinâmica”,”protetora” e de “iniciativa”. Estes adjetivos lhe deram vaidade e amor-próprio, saciando o seu Ego (Consciente). O marido criou fama de desligado, irresponsável e incapaz; mas, ficou livre de ter de tomar atitudes, iniciativas e de realizar tarefas domésticas. Ele sofria muito com as acusações e críticas da mulher de muitos que o conheciam. Por isso se tornou masoquista pela ação sádica da esposa e dos que o criticavam. A mulher, ao maltratar o esposo, funcionava como sádica. Entretanto, quando começou a perceber que fazia o esposo sofrer ( e os seus filhos ), tornou-se também masoquista. Desta forma, ora atuava como sádica; ora, como masoquista. Estabeleceu-se  no grupo familiar o quadro sadomasoquista. O carrasco e a sua vítima e o torturado com o seu algoz, com o tempo, o costume e a prática; tornam-se faces da mesma moeda.

Finalmente, o que caracteriza o masoquismo e o sadismo, não é somente o sofrer e nem o fazer sofrer; mas, sim, a compulsão ao sofrimento e ao fazer sofrer, respectivamente. Caso não houvesse essa compulsão ( que é um impulso incontrolável que vem do Inconsciente) determinante, teríamos de admitir que todas as pessoas seriam sádicas e masoquistas (embora isto possa ser verdade em níveis não patológicos), considerando que no mundo atual todos sofrem e todos causam sofrimento, devido as próprias circunstâncias da vida moderna.

Não devemos nos admirar, quando deparamos com tanta violência e sofrimento que já se tornaram rotina no nosso dia-a-dia.

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Nota: este trabalho foi escrito em dezembro de 1985. Como os hábitos, costumes e comportamentos negativos se acentuaram, o autor resolveu publicá-lo,novamente, após algumas atualizações.

Belo Horizonte, 7 de dezembro de 1985
São Paulo, 10 de fevereiro de 2011.


CARLEIAL. Bernardino Mendonça.



Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;
Estudante de Direito da Universidade Estácio de Sá-BH;
Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.        



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

" A CONCEPÇÃO DO TEMPO "

                    “A  CONCEPÇÃO  DO  TEMPO” 

No verão de 1990, o autor deste trabalho necessitou com urgência de um táxi para atender  uma emergência.O Tempo de espera pela condução que o levaria ao local desejado foi o triplo do normal que se espera por um táxi quando não se tem tanta pressa. Quando apareceu um, em condições de levá-lo, o trajeto foi repleto de obstáculos à locomoção rápida do veículo, como: engarrafamento, semáforos fechados e pedestres atrapalhando o trânsito. Lembrei-me que em outras condições normais, quando não se tem pressa ou urgência, muitos taxis vazios e muitos ônibus passam ao nosso lado e os semáforos ficam todos verdes e pouco ou nenhum engarrafamento atrapalham a nossa viagem. Observando muitos fatos como estes, pesquisando e analisando relatos semelhantes de diversas pessoas, decidimos escrever sobre eles, a fim de proporcionar idéias  e estudos mais aprofundados de outros pesquisadores, sobre tão inusitados fenômenos.

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Uma das coisas curiosas da nossa vida é a concepção do tempo em determinadas circunstâncias. Sabe-se que de acordo com o nosso estado mental, percebemos de formas variadas e, até opostas, a passagem das horas. Essa distorção temporal é mais evidente nas sensações dos extremos: “prazer-sofrimento” e “tristeza-alegria”. Muitos de nós já experimentamos a aflição de “ver” o tempo “não passar”, nos momentos de grande ansiedade, aflição e sofrimento.

Uma noite com dor de dente, por exemplo, a espera de um resultado cirúrgico,  quando os familiares aflitos aguardam a recuperação do paciente agravado. O resultado de um concurso ou de uma chance para um emprego; a espera que o dia amanheça em uma longa noite de insônia; a expectativa ansiosa de alguém que espera o retorno da pessoa amada; o táxi que não aparece quando estamos apressados; o mal-estar pela demora de um filme, teatro ou qualquer cerimônia que não estão nos agradando; ou que fomos forçados a assistir. Como por outros exemplos, podemos citar a noite interminável em um velório; a longa noite de um náufrago, debatendo-se na escuridão do Oceano, à espera do socorro! A angústia prolongada, quando se aguarda o apito final de um jogo finalista na Copa do Mundo, por exemplo, quando a nossa Seleção está vencendo apenas por um tento! A espera demasiadamente longa de um feliz ganhador da Loteria, aguardando o dia seguinte para por as mãos na sua “bolada” que está guardada na Caixa Econômica. Sinta a lentidão do tempo quando se espera  a comida que não fica pronta quando se está com muita fome! Veja outras situações adversas que nos dão a impressão de que o tempo se arrasta com lentidão enervante. Muito sentimos e ouvimos falar da “elasticidade” do tempo, nesses momentos de ansiedade que de uma forma ou de outra, todos nós experimentamos durante a nossa existência. E o contrário, quando os momentos que vivenciamos são alegres e desejados?

Aí, sucede-se o contrário! Temos a nítida impressão que as horas fogem rapidamente. “ O tempo voa”; é o que dizem as pessoas nos momentos de alegria e de prazer. Quando estamos em uma festa que nos agrada; num espetáculo ou evento alegre, desejado e que nos apraz! Nesses casos a sensação que temos é que tudo aconteceu em segundos e nem percebemos a rapidez do tempo que passou, entre o começo e o fim  desses fatos agradáveis. Veja os quatro dias de Carnaval para os foliões; passam como um relâmpago e como chega depressa à quarta-feira de cinzas! Entretanto, para os que não gostam do Carnaval e querem ter sossego; aqueles dias de festa duram uma eternidade! Como sentimos curta a duração de um filme que está nos agradando; mesmo que o filme seja de longa metragem. A  impressão que se tem é que duraram alguns minutos.

Também acontece o mesmo na leitura de um livro ou revista agradáveis; o início da leitura e o seu término estão tão próximos que ficamos contando as páginas que faltam, torcendo para não acabarem. O contrário ocorre, quando não estamos gostando da leitura ou fomos forçados a ler para atender alguém ou para fazer um trabalho escolar; neste caso, quanto mais lemos depressa, mais páginas ainda faltam para acabar e ficamos contando as restantes, ansiosos para logo acabarem. Veja como passam rápidos os dias de nossas férias e como se prolongam os dias de trabalho para quem está estressado e “doido” para viajar e gozar as férias! Se formos doentes para um hospital, como se arrastam as horas antes da “alta”  e como “correm” as horas após a “alta” do hospital! Dá para se avaliar o sofrimento das pessoas que são seqüestradas, com a demora nas negociações para a sua libertação. É só perguntarmos a quem passou por tal experiência, que ouvirá sobre a angústia do tempo interminável nas mãos dos bandidos. Outro exemplo comum da lentidão do tempo quando se sofre é o que acontece com as pessoas que têm medo de viajar de avião.

Essas pessoas se angustiam com a lentidão das horas do vôo; entretanto, quando estão na sala de espera e até chegarem à porta da aeronave, o tempo passa rapidíssimo! São tantos os exemplos dessas distorções da percepção do tempo que se fôssemos enumerá-los, teríamos que preencher muitas páginas com eles. Uma das mais flagrantes distorções quanto à aceleração das horas nos momentos agradáveis é quanto ao prazer sexual. Não é novidade que o sexo sadio, respeitoso e romântico entre duas pessoas conscientes e que se amam, é a emoção mais prazerosa que um ser humano pode experimentar. É neste caso que o tempo nos dá a impressão mais nítida de sua fluidez e finitude. A fugacidade do prazer erótico é notório e patente, principalmente para os sexo-maníacos, deixando os amantes com a sensação que tudo não passou de uma ilusão e que o gozo foi uma quimera, uma fantasia (embora o orgasmo tenha acontecido há apenas alguns minutos).

O sono é outro exemplo da “rapidez” da passagem das horas. Para quem dorme por não “ver” o tempo passar, quando acorda tem a impressão que o tempo passou muito rapidamente. Por isso é que muitas pessoas quando estão em conflito, dormem muito; tal como se vê entre os depressivos e em alguns neuróticos. Há ocasiões em que somos mais afetados pela percepção distorcida do tempo. Estas ocasiões se evidenciam mais nos elevadores e nos semáforos.

Quando estamos em um elevador conduzindo um peso; quando estamos com pressa ou quando a presença de outra pessoa nos incomoda; temos a impressão que o elevador ficou mais lento e que o andar desejado demora mais a chegar. Experimente contar os andares que passam pela janelinha do elevador! Parece que eles se “alongaram”. Agora, veja o que acontece quando você não está com pressa para chegar ao seu andar porque tem uma bela e boa companhia ao seu lado; seja porque está lendo uma notícia muito interessante no jornal ou numa revista. Neste caso, é impressionante  a “rapidez” do elevador em chegar ao andar desejado. Outro exemplo clássico é quando paramos o carro em um semáforo. Quando estamos apressados ele “demora” mais em abrir; quando estamos tranqüilos e sem pressa e aproveitamos a parada para dar uma olhadela em um jornal ou revista. Logo nos assustamos com as buzinadas dos carros na nossa traseira. Pergunte a qualquer motorista de táxi sobre estes fenômenos que ele logo nos dará razão sobre o que estamos escrevendo. Quando esses profissionais param no sinal e estão sem passageiro, eles têm a sensação que o semáforo fica verde mais rapidamente do que, quando estão conduzindo alguém. Bem que eles gostariam,quando estão sem passageiro, de ficar mais tempo parados diante do sinal vermelho, a fim de economizar combustível e ser visto por algum passageiro em potencial. Uma boa dica para se “enganar o tempo” quando se tem pressa, é levar consigo uma boa leitura para se ler no elevador e quando paramos nos semáforos. Pode estar certo que o elevador e os sinais de trânsito “ficarão mais rápidos” que de costume.

Que proveito poderemos tirar para a nossa reflexão, dos fatos que aqui reunimos e analisamos  sobre esses estados de percepção distorcida do tempo? E, se não for uma distorção; mas, sim, uma realidade que ainda não entendemos, por se tratar de outra dimensão do espaço temporal além da nossa concepção daquilo que chamamos de tempo!  Estes exemplos nos servem para meditar sobre a forma de vida que cada um de nós pratica e a sensação da nossa própria duração terrena. Analisemos a fugaz duração da vida das pessoas socialmente famosas, badaladas e festivas! Veja as pessoas famosas que se destacam por sua beleza exterior, por sua riqueza material ou por seu poder (que são os requisitos considerados e desejados por bilhões). Tais pessoas parecem envelhecer mais cedo que o comum dos mortais, que não são considerados “bonitos”; não têm riqueza material e nem poder, que são os requisitos repelidos por bilhões e são os pré-requisitos do sofrimento e do desprazer.

A vida das pessoas simples e humildes parece-nos mais alongadas que as das pessoas sofisticadas, ricas e festivas, cujas existências passam muito depressa.  Este exemplo é muito destacado entre as pessoas simples  da população rural. Para estes, o tempo parece passar preguiçosamente e os dias são “esticados”. Como os pobres sofrem mais que os ricos e, como vimos acima, a impressão que se tem é que o tempo é mais “lerdo” no padecimento que na opulência; temos a nítida noção que a vida se esvai mais rapidamente nos prazeres do que no sofrer. Note-se a sensação que nos parece a meteórica passagem dos ídolos do cinema, dos atores famosos, das atrizes, das beldades físicas, dos políticos e poderosos do nosso e dos outros tempos! Porque percebemos que a vida se escoa rapidamente quando a vivemos no luxo e, lentamente, quando a vivenciamos sem a fortuna material? Os estados emocionais que chamamos tristeza, sofrimento e desprazer; são também opostos aos que denominamos de alegria, prazer, euforia, etc. Na depressão o tempo “fica retardado” e, na euforia, ele se “acelera”.

Imaginemos como deve sentir a passagem veloz do tempo, aquele que está condenado à morte, aguardando o momento da sua execução! Ao contrário, o condenado à prisão perpétua, “vê” os, dias se arrastarem, anos após anos, num infindável contar de horas. Parece-nos que até o momento (lembre-se o leitor que estamos no verão de 1990) não se pesquisou os fatores psicobiológicos inerentes a tais fenômenos. Cremos que o estudo científico desse assunto, traria benefícios significativos à vida dos humanos, haja vista que o “espichamento” da vida é um sonho acalentado por todos, principalmente pelos que têm muito a perder com a finitude da vida terrena. Acreditamos, também, que a sua compreensão científica não é tarefa muito fácil, levando-se em consideração as implicações neuronais, bioquímicas, teológicas, psicológicas e filosóficas que estão envolvidas nesses fenômenos. Basta lembrarmos que estamos falando de fatores emocionais mediados por estruturas cerebrais já bem definidas, como o sistema límbico, córtex cerebral, hipotálamo e outros componentes que produzem a Mente; com a interveniência de neurotransmissores, hormônios, enzimas, etc., a níveis encefálicos.

Uma boa pista indicativa da ação bioquímica nesses estados anômalos da percepção; são as sensações narradas pelos usuários de drogas alucinógenas; esses indivíduos contam que, quando a “viagem” é agradável; a duração da experiência gratificante é rapidíssima. Ao contrário, quando passam por dissabores, com visões fantasmagóricas e terrificas;  a  “viagem” dura uma “eternidade”, prolongando, desta forma, o seu sofrimento. Será somente coincidência que as drogas psicotrópicas ocupam os mesmos locais dentro do cérebro onde também atuam os transmissores do prazer e da dor? E o relógio biológico cerebral que coordena os estados de vigília e do sono? É acalentador sabermos que os avanços recentes das neurociências, talvez possam nos responder, ainda nesta década, a tão intrigantes mistérios da mente.

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CARLEIAL. Bernardino Mendonça

Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;

Estudante de Direito da Universidade Estácio de Sá,em Belo Horizonte;

Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.



  

                                                                                                                   

domingo, 23 de janeiro de 2011

" AS MANIFESTAÇÕES DE MARIA "

                  “AS  MANIFESTAÇÕES  DE  MARIA “



Este Trabalho foi escrito em 1996, por ocasião de muitos rumores sobre acontecimentos sobrenaturais que diziam respeito às aparições de Nossa Senhora, em dezenas de países, inclusive no Brasil. A princípio, relutamos em escrever sobre a matéria, tendo em vista a possibilidade de atrair polêmicas desnecessárias por aqueles de pouca ou nenhuma fé cristã.

Entretanto, como o assunto diz respeito a todos os povos, resolvemos realizar um estudo mais aprofundado sobre o mesmo tema. Consultamos dezenas de livros; observamos e analisamos outros tantos meios de comunicação que retrataram esses acontecimentos extraordinários, tanto da época, como da atualidade. Após minuciosa pesquisa de mais de três anos, quando visitamos alguns locais dos referidos acontecimentos, entrevistamos centenas de pessoas, inclusive alguns videntes das aparições e, mediante nossos estudos, observações e análise, resolvemos escrever, naquela época, sobre as conclusões que  chegamos; sem antes ouvir, ler e analisar as conclusões de alguns outros autores.

Não tivemos e nem temos qualquer intenção de convencer, doutrinar, catequizar ou condicionar quem quer que seja com este Artigo. Apenas relatamos os fatos tais como concluíram alguns renomados ou conhecidos pesquisadores e estudiosos da Psicologia, Medicina, Filosofia, Teologia e do Jornalismo; além de diversos outros relatos de pessoas que presenciaram esses fatos. Ele foi escrito como verdadeiro o que aqui é relatado, como pensa o autor e todos os demais autores, estudiosos, testemunhas e pessoas dignas de fé e credibilidade.

Cada um que o ler, que tire as suas conclusões e as guarde para si. Para quem ler e não acreditar; perderá o seu precioso tempo e saúde, polemizando, criticando ou se enraivecendo; já que cada leitor saberá a verdade, por si mesmo, ao morrer! Em questão de Fé, disse com acerto o grande cientista PASCAL: “...quem não acredita em Deus, ao morrer, nada perderá se Ele não existir. Porém, se Ele existe; estará condenado por toda a Eternidade...”. Portanto, leia,estude, analise, pense e procure se aprofundar neste assunto, tirando as suas próprias conclusões.

Ao longo desses últimos séculos temos lido e ouvido falar de um grande número de manifestações de Maria Santíssima, a Mãe de Jesus. Por um particular e grave motivo, Ela tem nos honrado com constantes aparições neste “Vale de Lágrimas”. Alguma coisa acontece na Terra e no Céu para que a Mãe de Deus nos visite com tanta assiduidade como neste, e nos últimos anos desses penosos séculos que se foram. Em verdade a Sagrada Virgem tem vindo à Terra com tamanha freqüência nos últimos 30 anos, que tem deixado preocupada a maioria dos teólogos, apesar da enorme gratificação dessas honrosas visitas.

As vindas da Celestial Senhora ao nosso desastrado ambiente, remonta a alguns séculos atrás, destacando-se alguns relatos de aparições que por sua importância  merecem atenção. Dentre as mais conhecidas estão as que citaremos abaixo:

-Em Pilar, na Espanha, no ano 40 da nossa Era, Nossa Senhora privilegiou o apóstolo Tiago, com a sua confortadora presença;

-Em Guadalupe, no México,em 1531, o humilde índio Juan Diego, beatificou-se na sublime visão da Mãe Celeste; e, com ele Ela deixou uma prova inequívoca de sua presença, atestada pelos cientistas atuais (vide no Google: O Manto de Guadalupe );

-Em Paris, França, a contemplada da Virgem foi a santificada Catarina de Labouré, cujo corpo continua intacto e perfeito, desde a sua morte, há mais de 150 anos;

-Em Salete, França, 1846, os felizardos videntes foram os jovens Melanie Calvat e Maximino Giraud;

-Em Lourdes, também na França, no ano de 1858, aconteceu uma das mais conhecidas e comprovadas aparições à jovem pobre e humilde Bernadette Soubirous, cuja santificação está clara com a perfeita conservação de seu corpo, desde 1879, quando já foi examinado por muitos médicos e peritos renomados, atestando o estado miraculoso do seu corpo;

-Em Pellevoisin, França,em 1875, a escolhida foi Estrela Faguette;

-Em Pontmain, ainda na França,em 1871, o predestinado para a contemplação celestial foi Eugênio Barbedette;

-Em Fátima, Portugal, no ano de 1917, a mais conhecida e testemunhada das aparições, onde os três pastorinhos: Jacinta Marto (7anos), Francisco Marto (9 anos) e Lúcia dos Santos (10 anos), foram os felizes contempladores de Maria Santíssima. Mais de 80.000 pessoas testemunharam o milagre do sol, prometido às videntes, pela Virgem Maria, a fim de convencer os incréus. Ressalte-se que, após dezenas de anos enterrado, o corpo de Jacinta foi encontrado incorrupto;

-Em S. Sebastian de Garabandal, Espanha, entre os anos de 1961 à 1965, a jovem Conchita Gonzáles e mais outras amiguinhas, muito aprenderam com a presença da Virgem Maria, tendo com elas guardados alguns segredos ditos por Ela, referindo-se a toda Humanidade;

-Em Medjugorie, na ex-Iuguslávia, desde 1981 até hoje, Nossa Senhora anunciou importantes mensagens de seu Divino Filho para seis crianças (Vicka, Mirjana, Marija, Ivan, Ivanka e Jakob), que dizem respeito ao futuro da Humanidade;

-No Escorial, Espanha,em 1982, Luz Amparo Cuevas foi a escolhida pelos Céus para dialogar com Maria;

-Em Grushevo, Ucrânia, no ano da graça de 1987, a Virgem flutuou no espaço celeste, para o testemunho de milhares de milhares de peregrinos que ocorreram àquele lugar;

-Na Rússia , em 1990, em sua Capital, Ela apareceu para João de Smolensk, profetizando diversos acontecimentos;

-Em Piedade dos Gerais, Minas Gerais, a Santíssima Virgem Maria se faz presente, diariamente, por quase 20 anos, para algumas crianças, lideradas por Marilda Cleonice Xavier;

-Em Pesqueira, Pernambuco, duas crianças Maria da Luz e Maria da Conceição, também se deslumbraram com a visão sublime de Maria Santíssima;

-No Chile, em Peñablanca, no ano de 1983, a Virgem Puríssima expressou a Miguel Angel Poblete, a sua preocupação pelo nosso destino;

-Em Natividade, Rio de Janeiro, Maria Santíssima apareceu cinco vezes, entre 1967 e 1977, ao Advogado e Médico, Dr. Fausto de Faria, na Fazenda Coqueiro, de sua propriedade. No dia 12 de julho de 1967, a Virgem entregou uma misteriosa pedra ao Dr.Fausto, fato este comprovado e documentado por diversas pessoas que estavam no local, tendo este fato sido registrado no cartório daquela cidade. A pedra miraculosa se encontra guardada em uma réplica da casa da Virgem Maria, onde Ela viveu, em Éfeso, na Turquia; construída pelo vidente no local das aparições;

-Em Montichiari-Itália, a Virgem apareceu como “Rosa Mística”, à jovem Pierina gilli, na primavera de 1947;

-Oliveto Cintra, Itália.  A partir de 24 de maio de 1985, a Virgem Maria apareceu para Mafalda Caputo, anunciando importantes mensagens para a humanidade. Além de Mafalda, diversas outras pessoas tiveram o privilégio de contemplá-La. Pelo menos, cem pessoas assinaram um documento atestando a veracidade da sublime visão;

-San Nicolas, Argentina. De 1983 a 1990, a virgem Santíssima deu mensagens diárias de advertência para o mundo, através de uma pobre mãe de família, de nome Gladys Queiroga de Motta;

-Em Beauraing, Bélgica, de 1932 à 1933, a virgem apareceu para 5 crianças, renovando os seus pedidos de oração,jejum e penitência, tal como pediu em diversas outras aparições;

-Em Banneux, Bélgica, novamente Ela voltou a se manifestar, no início de 1934, para Mariette Quebeko, de 12 anos;

-Em Zeitum, Egito, em 1970, Nossa Senhora mostrou-se, de corpo presente para uma multidão de mais 250.000 pessoas, entre católicos, ortodoxos, muçulmanos e outros. Todos viram, fotografaram e  filmaram, durante 3 anos, por quase 1 hora diária, a Imagem sublime da Mãe de Deus que flutuava sobre a cúpula de uma Igreja Ortodoxa, adornado por pombas luminosas, tendo o fato sido testemunhado  pelo Presidente do Egito;

-Em Akita, Japão, de 1973 a 1981, a Virgem manifestou-se de diversas maneiras à Irmã Agnes Sasagawa, na presença de centenas de pessoas, inclusive autoridades civis e eclesiásticas, bem como a repórteres japoneses. A Irmã Agnes recebeu em suas mãos as chagas de Jesus Crucificado e a imagem de Nossa Senhora, pertencente à Igreja local, verteu lágrimas de sangue. A imagem e o sangue foram analisados pela Universidade de Tókio que atestou a veracidade dos mesmos e a sobrenaturalidade desses acontecimentos. Naquela ocasião, Maria Santíssima fez sérias advertências à Humanidade, caso continuemos distantes das Leis de Deus;

-Na Venezuela, em Betânia, desde 1976, Nossa Senhora tem sido vista, no espaço celeste, por mais de 2.000 pessoas. Uma água jorra no local das aparições com propriedades miraculosas e curas prodigiosas, atestadas por médicos e inúmeras pessoas que ocorrem ao local;

-Em Kibeho, Rwanda, entre os anos de 1981 e 1989, sete jovens pobres e humildes receberam as visitas de Maria Santíssima e de Jesus Cristo, evangelizando-os e instruíndo-os com mensagens proféticas e de fé, para que eles as divulguem a todos nós;

-É em Naju, Koréia, que acontecem os maiores fenômenos sobrenaturais relacionados à presença da Virgem entre nós. Júlia Kim, casada, 48 anos, órfã, desde criança tem demonstrado sua grande bondade e caridade para com o próximo, apesar da sua grave doença e de sofrer imensa carência material. Foi a ela que o Céu condescendeu, privilegiando-a com notáveis sinais divinos. Desde junho de 1985, imagens da Virgem Maria e de Jesus Cristo manifestam acontecimentos extraordinários, na presença de Júlia Kim. Durante anos foram documentados tais fenômenos, com o testemunho de médicos, padres, bispos e do núncio apostólico na Koréia, além de milhares de pessoas que visitam Naju.

As imagens lacrimejam, transpiram óleos aromáticos, apresentam feridas que sangram e algumas vezes, caem Hóstias das mãos das imagens da Virgem Maria. Essas Hóstias, filmadas e fotografadas por repórteres, jornalistas e milhares de pessoas presentes, apresentam caracteres sagrados gravados em suas faces. O mais surpreendente é que, ao receber uma Hóstia, a mesma se transforma em carne e sangue na boca de Júlia Kim. Amostras da carne e do sangue foram analisadas na Universidade de Seul, quando se verificou que a carne é humana pertencente ao músculo cardíaco e o sangue, também é humano, contendo genes de duas pessoas ( o que é impossível, pois um mesmo sangue só pode ter genes de uma só pessoa, o seu portador!).

Não poderíamos deixar de falar no grande número de mensagens evangelizadoras deixadas, também, por Jesus, a alguns privilegiados que O viram ou O sentiram interiormente, através de locuções interiores. Desses, citamos a Irmã Faustina Kowalska(santificada pelo Papa João Paulo II), Miguel Angel e  Vassula Ryden. Vassula, tem se destacado no mundo inteiro, como um dos mais destacados mensageiros de Deus. Ela é Greco-egipcia, de religião Ortodoxa; foi tenista famosa, manequim de destaque, pintora afamada, poliglota e materialmente muito rica. Desde que começou a receber as mensagens de Jesus, em fevereiro de 1986, Vassula abandonou todos os seus compromissos mundanos (é casada com um representante da ONU) e se ocupa em difundir as mensagens divinas, através de dezenas de livros publicados, divulgados (gratuitamente) e traduzidos em quase todos os idiomas, bem como, por suas constantes viagens pelos Continentes, propagando com grandes sacrifícios e ardoroso fervor as palavras de salvação que recebe do Senhor.

Além dessas, centenas de outros acontecimentos semelhantes ocorreram e ocorrem sem que sejam divulgados e conhecidos.   Algumas aparições impressionam a todos que tomam conhecimento dos fatos, tais como na Eslováquia, Bretanha, Covadonga e por toda a América Latina. Não há como deixar de levar em consideração todos esses acontecimentos, nos quais a Santíssima Virgem e o seu Divino Filho têm repetido muitos conselhos com insistente preocupação. Quanto às aparições, pelo menos, em sua maioria, não há dúvida da veracidade de seus acontecimentos e a autenticidade dos interlocutores de Jesus e Maria. Teólogos de renome; cientistas ateus e estudiosos diversos já se debruçaram sobre este assunto e emitiram opiniões e pareceres técnicos favoráveis à autenticidade de muitos desses extraordinários acontecimentos.

A respeito do assunto, quem desejar conhecer melhor, para analisá-lo e julgá-lo com sabedoria, pode obter maiores detalhes na vasta literatura nos Trabalhos de Isidro-Juan Palácios,J.M. Tauriac,Robert Faricy,René Laurentin,François Mauriac,Henry Lassene,Janko Bubalo, Luiz Gomes, Olivo Cesco, Léo Persch,Edmundo Noro, Jonas Abid,Ana Maria Bessa e do notável médico e cientista francês Alex Carrel, prêmio Nobel em Medicina, que se converteu ao catolicismo, após uma visita aos locais da aparição em Lourdes, quando atestou curas milagrosas em doentes que assistia. É curioso e tem sido motivo de muitos estudos e pesquisas científicas o fato de muitos videntes da Virgem, ao morrerem, tem os seus corpos íntegros e incorruptos, mesmo após séculos sob a terra, como Santa Catarina, Santa Bernadete, Santa Jacinta Marto, a menina Imelza (morta no século XIII), além de outros que podem ser vistos na Internet.

Aliás, nem precisamos fazer tantas investigações, porquanto a própria Virgem Maria vem se encarregando de deixar os sinais de sua presença, por meio de diversas manifestações extraordinárias, em quase todos os locais onde se apresentou e ainda se apresenta. É tão grande o interesse de Deus em nos relembrar os seus Sagrados Ensinamentos, já bastante esquecidos por nós, que permite que venha, freqüentemente, nos alertar pessoalmente, a Esposa do Seu Espírito Santo. Nesse ponto, Medjugoje é um dos mais notáveis lugares privilegiados pelos Céus. De lá, a Virgem santíssima tem proclamado os divinos ensinamentos para o mundo, através de meia dúzia de eleitos.

Desde 1981, até o presente, Ela tem deixado milhares de mensagens que nos ensinam a viver de acordo com os preceitos bíblicos. Os extraordinários sinais que aparecem naquele ponto da ex-Iuguslávia, marcam profundamente as mentes e os corações de milhares de pessoas que o visitam diariamente. Mais de 30 milhões de pessoas já estiveram lá, em busca da cura de seus males físicos e espirituais. Os fenômenos miraculosos que tem precedido e sucedido às aparições da Santíssima Virgem estão lá, por todas as partes, sendo vistos, fotografados, filmados e documentados por milhões de pessoas de vários países.  Em dezenas de outras manifestações Marianas, como no Brasil, Espanha, Chile, Venezuela, Argentina, África, Itália, Rússia, França, EUA, etc., os fenômenos ocorridos e as marcas extraordinárias deixadas, tem deixado perplexos  muitos cientistas que os investigaram e os estudam.

Na Itália, por exemplo, recentemente três imagens de Maria lacrimejaram sangue, na frente de médicos que as examinavam; nem é preciso dizer do espanto que lhes ocorreu naquele momento! Os laudos emitidos pelos professores Ângelo Fiori e Giancarlo Umani Ronchi, da Universidade de Roma, revelam que não existe nenhuma fraude com aquelas imagens e o líquido derramado pelos olhos, é sangue humano. Não há explicação científica para tais fatos; concluíram  aqueles médicos, após as análises realizadas. Fato idêntico ocorreu no Chile, em 1992, tendo sido comprovada a sua veracidade pelo seu  Instituto Médico Legal. Nos Estados Unidos uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, verteu lágrimas que foram analisadas por Universidades que atestaram serem lágrimas humanas e não havia qualquer sinal de violação ou adulteração da imagem. Em mensagem de 24/05/84, perguntada em Medjugoje  porque as sua imagens choravam, assim respondeu a Virgem: “...meu Coração chora lágrimas de sangue pelo grande número de almas que se perdem no pecado...”

Outros fatos extraordinários que acontecem nos locais das aparições são aqueles referentes ao altíssimo teor da ionização do ar e o elevado nível de radiações energéticas (5.000 vezes maiores que o normal), somente nos momentos das aparições. Físicos nucleares, como os professores Paguslav Lipinky, da Universidade de Boston e Paolo Ameglio, catedrático de Teoria e Técnicas Nucleares da Universidade de Gênova, que auferiram estas anomalias em Medjugorje, não encontraram nenhum explicação para dar, alegando que, se fossem provocados por fatores naturais, todos os seres vivos presentes nos locais das aparições, seriam rapidamente mortos, pelos elevadíssimos teores de íons e irradiações contidos em cada m3 de ar respirado. Todavia, muito pelo contrário, os mais de 30 milhões de peregrinos que já estiveram em Medjugorje, atestam a euforia, a paz e o bem-estar reinantes naquela cidade tão singular. Transformações repentinas no sol, na lua e nas estrelas, bem como modificações climáticas, surgimento de palavras e símbolos na abóbada celeste ao alcance da visão de milhares de pessoas de diversas nacionalidades, filmadas e fotografadas por elas, atestam a verdade dos acontecimentos relacionados com as aparições de Maria Santíssima.

Não resta dúvida que qualquer pessoa esclarecida dos fatos em questão, terá motivos de sobra para crer que a Imaculada Virgem está preocupada com os nossos desatinos nestes últimos tempos. Como disse um psiquiatra ateu, da antiga nação comunista, logo depois que examinou os videntes de Medjugorje: “... loucos são os que acreditam que vocês são loucos” (referindo-se às visões que eles têm de Nossa Senhora). Como citamos no início, eminentes, teólogos mariólogos, médicos e cientistas estão assustados com essas tantas manifestações da Mãe de Deus, aqui em nosso meio. A nossa preocupação, com justa razão, reveste-se de determinadas interrogações que acompanham os fatos aqui narrados. São elas:

-O número de aparições;
-A duração das aparições;
-A globalização das aparições;
-A grande urgência, sempre solicitada por Ela, na divulgação de       
Suas mensagens;
-O grande número de materializações de fenômenos extraordinários e inexplicáveis, ao alcance de muitos observadores;
-A grande quantidade de mensagens.
-O desinteresse, a mudez, a surdez e a cegueira de quase todos, principalmente da Mídia e do Clero. Da mídia, notadamente a Televisão, dá para se entender as suas razões; pois a Virgem tem repetidamente nos alertado sobre a sua nocividade para as mentes e corações. Quanto ao Clero, é difícil acreditarmos que seja contra o que nos fala a Mensageira de Deus!

Procurando responder às dúvidas acima, consideramos que, nunca a Mãe de Deus veio à Terra, com tanta freqüência; demorando-se como nunca fez, em tantos lugares do Planeta e a tão grande número de pessoas, na mesma época.

As notícias de suas aparições nos vêm do Japão às choupanas humildes do esquecido Sertão Pernambucano. Os seus privilegiados anfitriões não são mais reis, guerreiros, sacerdotes ou santos, como acontecia no passado. Pelo contrário, nestes “últimos tempos” (termo muito proferido pela virgem, em suas aparições) os escolhidos são jovens, em sua maioria, quase crianças, alguns analfabetos, pobres materialmente e ricos de virtudes. Perguntada sobre o motivo de tantas vindas à terra, respondeu assim a Santíssima Virgem Maria : “ qual a mãe que não ficaria mais tempo com os seus filhos, quando sabe que eles correm grande  e iminente perigo? “ Também indagada, em uma de suas aparições em Medjugorje, porque pedia tanta pressa e urgência na divulgação de suas mensagens ? Respondeu Ela que: “O tempo dos homens já findou, assim como o dela, em nos alertar e cuidar, também está se findando “ Ainda deixou bem claro que essas são as suas últimas vindas ao nosso planeta.

De fato, parece-nos que Maria Santíssima está por demais preocupadas conosco, seus filhos queridos, como costuma repetir para os seus felizes contempladores. Com muita propriedade diz o famoso teólogo francês René Laurentin: “A Virgem Celeste não viria tanto a nós se estivéssemos nos comportando corretamente, como bons filhos!” Como Mãe Amantíssima, Maria tem deixado transparecer sua imensa preocupação e dor, frente à conduta desvairada da maioria dos seus filhos. Embora muitos se vangloriem dos avanços tecnológicos e materiais da nossa época; qualquer um, em sã consciência poderá verificar que, espiritualmente, toda a humanidade está muito a desejar. E, é por isso, que Ela vem até nós, tantas vezes repetindo-nos carinhosamente o seu convite à mudança de nossa conduta.

Como já citamos, foram muitos os pesquisadores de renome que investigaram as aparições e os seus videntes, principalmente as de Medjugorje, Fátima, Lourdes, Peñablanca e Garabandal. As muitas equipes científicas que se manifestaram sobre o assunto, eram formadas por médicos, psicólogos, parapsicólogos, físicos nucleares, psiquiatras, professores, jornalistas e outros profissionais de renomadas universidades americanas, italianas, francesas e outras. Alguns desses  estudiosos, como os Doutores Henri Joieux, Luigi Frigério,Giorgio Sanguineti e Ana Maria Francini, foram os que mais se destacaram nos estudos médicos,químicos e físicos dos fenômenos aqui abordados. Teólogos mundialmente respeitados, como Urs Von Balthasar, M.O. Carol, René Laurentin e Charles Malett ; além de tantos outros especialistas crentes e ateus; em equipe ou isoladamente, utilizando-se de modernos aparelhos e avançados métodos científicos, em mais de 15 anos de meticulosas investigações, nunca encontraram qualquer dado que contestasse a autenticidade das aparições acima, e a honestidade e sanidade dos que vêem e dialogam com a Virgem Maria. Basta nos lembrarmos que alguns dos que contemplaram a Sublime Visitante dos Céus, têm os seus corpos preservados, mesmo passados séculos de suas mortes terrenas.

Muitas das mensagens que Nossa Senhora tem nos alertado, sublinham-se aquelas em que nos falam do nosso apego demasiado aos bens materiais, à vaidade, ao egoísmo, à frivolidade e ao sensualismo desenfreado. Quem não vê que estamos excessivamente  fixados nas coisas materiais! Foi em um          esquecido e pobre lugarejo do município de piedade dos Gerais (MG), a poucos quilômetros da Capital, em 1986, que a Virgem apareceu para algumas crianças que brincavam no mato. A forma da aparição é quase idêntica à da maioria das vezes em que a Mãe de Deus veio à terra. Foi no campo, entre árvores e criações, para pobres e humildes crianças.

Ao falar-se de Maria Santíssima em Minas Gerais, não se pode deixar de citar, além dos videntes acima, o médico carioca Luiz Gomes. Atualmente radicado em Divinópolis (cidade perto dos locais das aparições), o Dr. Luiz Gomes vem se pontificando como dedicado seguidor da Virgem Maria e devotado propagador de suas mensagens para o mundo. Autor de  alguns livros sobre as aparições e seus mistérios, Luiz Gomes tem visitado alguns locais  fora do Brasil, onde esteve e está presente a Doce Mãe. Assim, aquele Bem-Aventurado cirurgião que deixou a sua clínica no rio de Janeiro para morar perto do local das aparições, alojando-se em uma humilde casinha onde atende e medica os necessitados do lugarejo.  Ele, além da assistência médica, psicológica e social, vem transmitindo e nos explicando, de forma didática, séria e atraente as instruções e doutrina da Mensageira do Céu. O Dr. Luiz Gomes, com sacrifício e prejuízos materiais, leva as mensagens divinas ao conhecimento de muitos, através de livros, gravações, filmes, folhetos e jornal. Em todas as aparições da Virgem, desde séculos anteriores, as mensagens que nos traz são quase as mesmas que hoje nos tem deixado. Seus recados nos orientam para a prática do Bem, da Oração da Penitência, do Jejum e da participação nos Sacramentos da Igreja.

O destino dos videntes quase sempre foi o da vida religiosa, como Bernadette, Terezinha de Jesus, Lúcia, Catarina Labouré e outros santificados ou não. Entretanto, nos tempos modernos, muitos videntes levam vidas normais, dedicando-se como leigos na propagação do que viram, das mensagens recebidas e, principalmente, dando testemunhos da sagrada missão que lhes foi confiada, com os exemplos de vida casta e  honesta,comportando-se como pessoas simples, justas e humildes. Esta é a maior herança deixada por Maria a todos nós, através dos seus interlocutores humanos: a CONVERSÃO. Ela nos dá a oportunidade de nos transformar de Seres materialistas e iníquos que nos tornamos; em Seres Humanos  dignos e espiritualistas.

Repetidamente, a Santíssima Virgem Maria tem-nos dito: ”Em diversos pontos da Terra estou falando e dando sinais; mas, minhas palavras adquirem uma conotação infantil, diante da massacrante onda modernista...”

Se observarmos o comportamento do homem atual, vemos que Maria Santíssima tem razões de sobra em vir até nós e preocupar-Se com o nosso destino. O modo que nos trata, de filhos queridos, demonstra o carinho que nos reserva, como Mãe aflita, nestes “últimos tempos”(termo que muito repete). Para melhor avaliarmos a sua grande preocupação com as nossas vidas e com as nossas almas, valemo-nos de uma analogia simples. Imaginemos uma família numerosa na qual os filhos se encontrem dispersos, enfrentando dificuldades de todo ordem, como: fome, pestes, violência, drogas, prostituição e grande discórdia entre eles! Que mãe não ficaria mais tempo em casa, junto deles, a fim de evitar a destruição de toda a família? Provavelmente iria até aplicar castigos mais severos naqueles mais desviados!

                     A  Mídia, a Igreja  e  a Virgem Maria

Nossa Senhora, como Mensageira de Deus, vem anunciar e nos ensinar o caminho da salvação. Mas, tem encontrado dois grandes obstáculos aos desígnios divinos, que são: a mudez dos meios de comunicação e a surdez da Igreja Católica.  A Mídia que tanto se compraz e lucra com a sua eficiente divulgação do MAL, nas cenas de violência, erotismo vulgar, desonestidade e tantas outras imagens e cenas degeneradoras que invadem os  nossos lares; cala-se,suspeitamente, diante dos acontecimentos relativos às manifestações Marianas. Pouco ou nada os meios de comunicação tem-nos revelado esses fatos tão importantes para a Humanidade. Nas raras vezes em que “tocam” no assunto, o fazem de forma preconceituosa, procurando condicionar os leitores, ouvintes e telespectadores, a verem como fraude, ilusão ou ingenuidade dos que dizem presenciar esses acontecimentos. As aparições vêm sendo precedidas e prosseguidas de sinais miraculosos que milhares têm visto e testemunhado. Já não é mais necessário que os homens autentiquem-nas; O Céu se encarregou de impô-las.

A Mudez condenatória da Mídia é bastante compreensível, quando se sabe que o Mal é muito mais lucrativo que o Bem. As coisas negativas atraem e vendem mais que as positivas. Isto, porque os meios de comunicação, principalmente a TV, nos condicionaram (e, continuam a fazê-lo) ao MAL.  Atualmente, os exemplos de comportamentos positivos são pouco apreciados  e, até, rechaçados pela maioria. São mais atraentes, sedutoras e rendosas as imagens e cenas degradantes de prostituição, violência, degeneração e desonestidade de uma novela ou de um  programa qualquer; ou o close de um suicídio ou assassinato brutal transmitido diretamente do local, para o interior de sua casa, diante de todos da sua família. Essas anomalias vendem mais que o conteúdo salvador das mensagens que a “Rainha da Paz”, continuadamente, nos oferece em variados pontos do Globo.

As belas cenas de Fé e Esperança, de indescritíveis encantos que milhões de pessoas apresentam nos santuários das aparições, pouco ou nada significam para os comunicólogos do Mau e do dinheiro. Quem já viu a televisão mostrar algum dos inúmeros fenômenos astronômicos,climáticos e visuais que ocorrem, há décadas, nos locais das aparições? Vejam os exemplos de Medjugorje, Peñablanca, Garabandal, Broto Novo, Escorial, Fátima, Lourdes  e centenas de outros que não despertam o interesse em divulgá-los ! No entanto, quem já não viu toda espécie de mediocridade ser levada para dentro de seus lares pelos veículos de comunicação, principalmente pela televisão?

 Devemos reconhecer que as imagens da iniqüidade estão mais presentes e abrangentes em nosso tempo porque, novamente, escolhemos Barrabás à Cristo. Por isso e por tantas outras veleidades que cometemos é que a Virgem Maria tem-nos sido assídua em suas vindas, suplicando-nos assim: “orem,orem,orem; o tempo de vocês já se esgotou; os dias em que vivem hoje, foi-lhes concedidos para a sua conversão; aproveitem-no, pois é um tempo de Graça...” Esta frase, repetidamente dita por Ela, tem causado preocupação entre alguns teólogos e outros estudiosos. É opinião geral desses especialistas que a Mãe de Deus não viria a nós, com tanta insistência em suplicar-nos à conversão, caso não viesse alguma “tempestade” muito mais forte e abrangente por aí! Devemos nos acautelar; pelo menos dando ouvidos aos sábios e bondosos conselhos de quem tanto nos ama.

Quanto à Igreja, não raro os seus altos dignitários não só se posicionam contra as aparições, como até obstaculizam as suas mensagens e pedidos. Não surpreende essa rejeição de muitos prelados à santificação de leigos, principalmente de pobres e humildes, como: Bernadete, Jacinta, Juan Diego, Luz amparo, dentre outros que foram escolhidos pelos Céus para confidenciarem com Maria Santíssima. Não é estranho que Ela venha recrutando o seu “Exército da Salvação”, dentre leigos, preferindo crianças e pessoas simples e humildes de bens e de espírito. A Igreja (a maioria dos seus membros), como muito tem dito a Virgem Maria, desvirtuou-se de sua função primordial, que é a de salvar almas, tornando-se excessivamente humana, dessacralizando-se e apegando-se ao Poder e aos bens materiais; tão a gosto dos humanos e como quer o inimigo de Deus. A Igreja ficou cada vez mais distante do Cristo, imolado pelos homens e para eles. A Igreja se esqueceu que o seu reino não é neste e deste mundo; e, como e com a maioria dos seus fiéis, acendeu também uma vela para... o diabo.

Tanto a Igreja como a Mídia têm sérias razões para não apoiarem e divulgarem as vindas de Maria Santíssima a este nosso meio tão materializado e deteriorado. A Igreja, porque a Virgem tem escolhido humildes pessoas do povo para formar a sua “Legião de Salvadores” dos “Últimos Tempos”. Isto levanta a suspeita de que Ela já não tem tanta confiança nos seus sacerdotes. De fato, deixar de aparecer para os altos prelados e prestigiar com a sua gloriosa presença, crianças, leigos, pobres, humildes e analfabetos! É o cúmulo da “falta de consideração”  a uma boa parte do Clero; daí, a origem dessa ciumeira toda de muitos que querem privatizar Deus.

Quanto à Mídia, é desnecessário falar-se dos prejuízos materiais que decorrem das aparições Marianas. Nossa Senhora é um estorvo aos seus objetivos. Não é por menos; por diversas vezes a Virgem Santíssima tem dito e pedido que “desligássemos a televisão”, afirmando ser ela a principal desagregadora da Família. Em mensagens de janeiro, março e outubro de 1994, assim Ela se expressou, em Medjugorje: “... desliguem a televisão e façam jejum das notícias deste mundo...”; “... vocês insistem em ficarem horas a fio em frente a uma televisão”; “...já lhes disse, jejuem da televisão, ela destruiu a família de vocês...” .

Vê-se, pois, que as pessoas que constituem a Mídia, têm razões de sobra para não divulgarem, negarem e, até deturparem as palavras d´Ela !  O seu Imaculado Coração brevemente triunfará, conforme prometeu a três pastorinhos, no início do século passado, na Cova da Iria, Portugal. E, quando Ela promete..., melhor acreditar!

Como essas são as suas últimas aparições na terra (como tem dito), convém citar algumas de suas tão sugestivas mensagens, para, quando não estiver mais conosco, lembrarmo-nos do seu imenso amor por seus “queridos filhos” que, para o seu maior sofrimento, não têm querido acreditar na sua terna presença entre nós. Dentre milhares de mensagens que tem deixado para os desnaturados filhos, vejamos abaixo algumas mais importantes:

-“Percorro o Mundo, numa cruzada pela Paz e pela Justiça” (14- 09-1993);
-“ No Mundo em que vivem, não existe mais espaço para uma vida honesta” (04-05-1993);
-“ A Iniqüidade tomou conta do Mundo, onde tudo é permitido” (23-03-1993);
-“Neste Final dos Tempos inquieto-me e minha voz será ouvida em todos os cantos da Terra” (23-03-1993);
-“Que os ricos das coisas da Terra tenham consciência da pobreza de espírito em que vivem; e percebam o seu afastamento de Deus” (03-03-1993);
-“Desliguem a televisão, ela é o meio pelo qual o Demônio desagregou as suas famílias” (23-03-1993);
-“Breve, muito breve, chegará o tempo que vocês desejarão se arrepender dos seus pecados; mas, será tarde demais” (25-03-1993).
-“Renunciai à televisão para conservar a luz na alma e poder abrir na vossa vida maior espaço ao recolhimento, à meditação e à oração” (04-03-1987);
-“Não percais tempo diante da televisão, ela é o instrumento mais forte nas mãos do adversário de Deus, para difundir as trevas do pecado” (17-12-1988);
-“Muitos zombarão dos meus avisos e ridicularizarão os meus videntes para continuarem a praticar as suas maldades” (27-09-1988);
-“Tenho-vos anunciado, repetidas vezes que virão muitas guerras, perseguições, moléstias e catástrofes naturais” (31-12-1992);
-“O Meu coração se entristece e roga por aqueles que escondem as minhas mensagens” (Chile, agosto de 1983);
-“Meus filhos, a mão do meu Divino Filho está prestes a cair sobre o mundo. Mal posso retê-la! Ajudai-me a salvá-lo” (Hungria, 12-01-1974);
-“Os meus sinais vão aparecer por todos os recantos da Terra! Só os meus filhos os reconhecerão e,por isso,darão glória ao Eterno”. (25-06-1946);
-“As minhas Imagens derramam lágrimas em muitos lugares e, até, lágrimas de sangue! Mas, o mundo dos prazeres não o quer compreender”.(19-07-1972);
-“aproxima-se o dia em que Ele virá com o relâmpago e o fogo! Mas, com grande espanto encontrará muito de vós inconscientes e dormindo! Naquele dia, uma grande agonia atingirá todos os habitantes da Terra. E,  ai dos incrédulos”. (18-02-1992).

São milhares de mensagens anunciadas por Maria Santíssima e Jesus, em quase todos os recantos do Mundo, desde séculos passados; intensificando-se no final do século XX e neste início de século. Todas elas trazem em seu bojo um pedido de conversão urgente e graves advertências para o que vai nos acontecer nos próximos anos. Finalmente, em vista desses acontecimentos (além de outros milhares que não conhecemos), devemos nos acautelar e, no mínimo, debatermos o assunto com a seriedade que requer. Ignorar ou desdenhar o que aqui expomos, juntamente com o testemunho e estudos de médicos, cientistas e teólogos de renome; leva-nos à repetição de tragédias históricas universais, como o Dilúvio, Sodoma, Gomorra, Nínive, etc.

Seremos ingênuos,tolos e pedantes se acharmos que não haverá uma intervenção Divina nas nossas “coisas”, diante de tantos descalabros humanos. Não creio ser necessário repetirmos sobre o comportamento dos humanos, principalmente nestas últimas décadas. Não é exagero dizermos que a maioria dos seres humanos de hoje se tornou a escória da Natureza; o lixo do reino animal!  Quem quiser que não leve a sério (e, arque com as conseqüências!); mas, acreditamos nas palavras da Virgem Maria que, incansavelmente, tem-nos repetido que Deus intervirá, em breve, neste nosso mundo tão desestruturado pelos homens iníquos, sensuais, voltados para o mesmo sexo, desonestos, hipócritas, traidores e abjetos. Assim falou o apóstolo Paulo, há mais de 2.000 anos: “Nos últimos dias, haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres, inimigos de Deus, ostentarão a aparência de piedade  mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afastai-te ! Dela, fazem parte os que se insinuam,jeitosamente, pelas casas e enfeitiçam mulheres carregadas de pecados e atormentadas por toda espécie de paixões...”

Esta profecia foi escrita há mais de 2.000 anos, como já dissemos; qualquer semelhança conosco, humanos de hoje, será mera coincidência? Vale repetir aqui, o que disse a Virgem Maria, sobre as mulheres do nosso tempo, em algumas de suas aparições.

        A Virgem Maria, a Moda e o Comportamento Feminino

Com relação ao comportamento feminino, nestas últimas décadas, não nos causa nenhuma surpresa, pois há muito vimos escrevendo sobre este assunto que tanto preocupa a Mãe de Deus. As mulheres, com relação à escravidão da moda, principalmente no que se refere à maneira de se vestirem, cada vez mais exibicionista, sedutora e provocante, numa desenfreada competição despudorada para exporem os seus corpos desnudados aos olhares e desejos libidinosos de milhões de indivíduos de toda espécie que circulam pelas ruas, avenidas, praças e bairros das cidades do mundo inteiro. Além disso, a exibição do corpo feminino é exaustivamente vista por bilhões de pessoas através dos meios de comunicação, principalmente pela TV e pela Internet; sob todos os ângulos pornográficos, ao gosto de qualquer degenerado.

Não há mais nenhuma possibilidade de se impedir essa onda avassaladora de degradação física e moral do grande número de pessoas. Perdeu-se o pudor (palavra em total desuso) até nas Igrejas, onde muitos a freqüentam de chinelos, bermudas e camisetas. Muitas mulheres vão aos Templos Sagrados com vestidos curtos, decotados, abertos em todos os lados, com roupas transparentes ou coladas ao corpo, sobressaindo os seus contornos físicos e suas peças íntimas, etc. Tais atitudes indecorosas e sacrílegas são praticadas por pessoas de qualquer nível cultural,social e etário. O incentivo maior ao desnudamento público é dado pela Mídia, notadamente pela televisão, cujo controle se encontra nas mãos de indivíduos inescrupulosos, desprovidos de qualquer sentimento cristão.

As novelas, tão assistidas e  consumidas pela grande maioria das pessoas atuais; foram por demais condenadas por Nossa Senhora. As novelas e muitos outros programas de TV são os grandes responsáveis pela degradação do comportamento, principalmente das mulheres, crianças e adolescentes; são os maiores criadores e mantenedores da degradação e da imaturidade do comportamento dos seres humanos atuais. Se em qualquer parte do Globo, um imaturo ou degenerado qualquer, que pratique uma insanidade que caia no agrado de alguns outros insanos; logo a imagem desse  comportamento degradado estará presente em todo o mundo, levada pelos meios de comunicação, de modo instantâneo, quando será imitado por bilhões de outros imaturos ou degenerados.

Lembremo-nos, a seguir, algumas outras mensagens da Virgem Santíssima, referindo-se ao tema que ora abordamos Palavras de fundamental importância para  a salvação das almas que oxalá sejam ouvidas por nossos familiares e amigos:

-“Deve-se combater contra a moda, cada vez mais despudorada e provocadora, que é a ruína da moralidade “ (31-10-1973);
-“Dêem bons exemplos a todos; especialmente repudiando a moda, cada vez mais provocante e obscena” (01-11-1973);
-“Queridos filhos, os pecados que mais levam as almas para o inferno são os pecados da carne. A moda ofende muito a Deus; vocês devem evitar a moda “ ;
-“Vocês devem ir à Igreja com roupas decentes e modestas” (18-07-1996);
-“A televisão os destruiu como cristãos. Por causa da televisão vocês deixaram de rezar. Ela se tornou o ídolo que manda” (21-10-1986);
-“Queridos filhos; as Igrejas são consagradas e dignas de respeito, porque Deus mora nelas, dia e noite. Venham para a Igreja e rezem vestidos com pudor; não fiquem observando os outros e não os critiquem” (25-04-1988);
-“Queridos filhos; deixem de lado as coisas fúteis e tenham como meta a Eternidade”(27-07-1903);
-“Para verem a Deus, vocês devem ser puros de coração e a pureza deve vir do pudor”(09-08-1994);
-“Vocês não devem aceitar a moda provocante e obscena; fujam da imoralidade e do mar de lodo que os submerge”(01-10-73);
-“Os meus fieis devem combater a moda cada vez mais despudorada, provocadora e a imoralidade reinante. Devem se posicionar contra a moral atual que tudo permite”(16-10-1973);
-“Os meus filhos amados devem repudiar a moda provocante e obscena que a tudo se alastra e a todos contaminam”(01-11-1973);
-“O demônio da sensualidade contaminou a tudo, seduziu a humanidade e extinguiu a luz da Fé” (01-12-1973);
-“Meus filhos quando se vestirem não se aprontem para chamar a atenção pela beleza; mas, tão somente para não ficarem desarrumados”(28-11-1987);
-“Filhos meus; o Coração de Jesus está sangrando por seus pecados. Insisto com vocês, que estão andando seminus; Eu nunca mostrei nem os meus pés ao meu esposo José”(06-12-1994);
-“Queridas filhas; não usem roupas curtas para que vocês não levem os meus filhos a pecarem”(07-09-1995).

Nota-se, que grande parte das mensagens se refere aos malefícios gerados pela televisão e o modismo exagerado e sem pudor seguido pela maioria feminina. Vale ressaltar que em 7 de março de 1988, esta importante mensagem foi recebida por Miguel Angel Poblete, em Córdoba, Argentina:

“O inimigo das almas criou nesta época um culta especial à beleza física e ao corpo; contrário ao Culto Espiritual que o Senhor deseja. Repito-lhes: não adorem o corpo! Cuidar dele sim; porem, não façam dele o seu Deus. Não coloquem seu corpo material no lugar de Cristo e não satisfaçam somente os caprichos da carne; pois perderão o Reino Divino. Cuidem da alma que é primordial, o resto é passageiro. Olhai para aquilo em que vos transformastes! Olhai para o que tendes feito! Sodoma e Gomorra parecem quase irrepreensíveis , comparadas com vocês, com vossas impurezas ! Por isso vos digo: serão tratados com mais dureza que Sodoma e Gomorra! “

Na verdade, devemos compreender que todos nós, homens e mulheres deste século, nos encaixamos perfeitamente nessas profecias e mensagens anunciadas no passado remoto, em séculos e décadas passadas e, agora, pronunciadas pela própria Mãe de Deus. Não se pode afirmar que Ela não esteja com a razão, quando faz tantas advertências aos seus filhos aqui na Terra. Ninguém, a não ser Maria Santíssima, tem tanta competência para alertar as mulheres sobre o abismo em que estão a se despencar.

Não há pessoa que tenha dado tantas provas de amor, de sacrifício, de humildade, de perdão, de recato e de pudor, quanto a Virgem de Nazaré. Não foi por acaso que o Todo Poderoso a escolheu, dentre todas as mulheres, para ser a Mãe do Redentor. Não nos passa pelo pensamento a idéia de imaginarmos Nossa Senhora vestida de outra forma que não; a que sempre se apresenta: coberta da cabeça aos pés. Foi assim que sempre se comportou, mesmo quando habitava este nosso planeta. Ninguém ousará negar que Ela é, e sempre foi muito Bela de corpo e de alma. A Santíssima Virgem Maria mereceu condignamente a saudação de Deus, feita por meio do arcanjo Gabriel: “Ave, cheia de Graça, o Senhor é Contigo”.

Portanto, pobre de nós, miseráveis pecadores que não soubemos honrar a Criação e que por três vezes frustramos os desígnios do Criador. Não devemos deixar de ouvir os sábios e amorosos conselhos de Maria que, como Emissária do Altíssimo, nos oferece, com imensa doçura e paciência, a oportunidade de auferirmos a felicidade eterna de estarmos no Paraíso ao seu lado e de seu Divino Filho Jesus. Se continuarmos nos degradando, surdos e cegos aos Seus maternais rogos; repetiremos o gravíssimo erro dos nossos antepassados insensatos que perderam a barca da salvação... a de Noé!

O autor relembra aos leitores mais afoitos que não deseja polemizar, para evitar stress e perda de tempo,  sobre o que aqui se escreveu. Repetimos o que disse Pascal: “Se Deus não existe; melhor para os ateus. Mas, se  existir, todos eles, ao morrerem, estarão condenados...por toda a Eternidade”. O leitor incrédulo tirará a sua grande dúvida ao morrer ( o que pode acontecer a qual momento!); porém, poderá ser tarde demais ; melhor prevenir !


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Belo Horizonte, agosto de 1996.
São Paulo, 13 de dezembro de 2010.


CARLEIAL. Bernardino Mendonça



Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais;
Estudante de Direito da Universidade Estácio de Sá-BH;
Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito.